A situação atual da educação brasileira e os
reflexos para uma cultura perversa
Após pesquisas recentes, pode-se
observar que 35% das escolas da rede pública do nosso Brasil ficaram abaixo das
metas determinadas pelo governo federal.
No
entanto, para cada uma dessas escolas observa-se a percentagem nos anos finais
do ensino fundamental, aquele que equivale ao período da 5ª à 8ª série, que
corresponde do 6º ao 9º ano. Para se ter uma ideia, as seres iniciais, isto é,
da 1ª à 4ª série, que corresponde hoje do 1º ao 5º ano, após a reformulação do
MEC, também ficaram abaixo da meta de 26% das escolas.
Com base na pesquisa, a 8ª série, no Rio de Janeiro
foi o estado com mais escolas abaixo da projeção feita pelo INEP para cada uma
delas. Foram 62%. Logo depois, está o Amapá, com 57%, Sergipe, com 52%, e
Rondônia, com 50%. Em São Paulo, 32% das escolas ficaram abaixo da meta. Na 4ª
série, Sergipe teve 43% das escolas abaixo da projeção feita para 2009. O Rio
está em segundo lugar, com 42% do total, e é seguido por Amapá, com 41%, e pelo
Maranhão, com 40%. (Fonte: Carajás o Jornal, 2010).
Esses dados só nos mostram uma
realidade, nosso país precisa melhorar com novas políticas públicas. Na
educação, problema não reside nos planos estipulados, ou seja, nas metas que
devem ser cumpridas, mas sim no controle (monitoramento, acompanhamento e
avaliação dessas escolas que devem ser mais rigorosos).
Observa-se claramente que há um
planejamento, porém não se tem uma eficácia, não se chega ao resultado
pretendido. Com os níveis de educação básicos mais baixos há uma consequência
maior para a violência e desigualdade que se agravam cada vez mais, além do
mais, alunos desestimulados e com esperada repetência mantém um estímulo à
depressão infantil e à violência que começa já nos lares das famílias mais
necessitadas colaborando cada vez mais para a iniciação ao uso e ao tráfico de
drogas, principalmente nas favelas e bairros mais miseráveis dos municípios
brasileiros.
A educação está intimamente
ligado ao social. O reflexo negativo de uma educação mal desenvolvida, sem
eficácia, leva a uma série de outros problemas, inclusive de cultura, digo até
para o nosso país, a colaboração para uma "cultura perversa", pois
sabemos que segundo pesquisas realizadas pela UNESCO, a cultura está
intimamente relacionada com a educação e vice-e-versa, o indivíduo menos culto
tende a ser de certa forma menos educado.
Acredito que as intenções do
governo atual são boas e que as políticas públicas são bem estruturadas,
todavia, não devem ser apenas eficientes, mas também eficazes e efetivas para
que possamos alcançar as metas propostas e alcançar níveis mais altos de uma
educação de qualidade.
Disponível em: http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/a-situacao-atual-da-educacao-brasileira-e-os-reflexos-para-uma-cultura-perversa/47623/
acesso em: 23/04/2014 as 20:43 hs.
Olha Valdevan, o grande problema com a educação no Brasil é que ela é planeja de forma a não atender a realidade de sues usurários, ou seja, nos educandos cria-se matrizes curriculares que não correspondem com a realidade dos alunos. Paulo Freire antes já fala que era necessário educar aparte da realidade de cada região. Falava também sobre a importância da leitura do mundo da tematização e da problematização é isso que falta se colocado na educação brasileira.
ResponderExcluirBoa visão Eraldo, muitos problemas estão acontecendo no meio educacional e sendo que um deles é a má qualidade do planejamento na educação, ao meu modo de ver, um determinado grupo de pessoas não estão preocupado com a educação.
ResponderExcluirValdevan acredito que planejamento exista, o que falta é coragem. Coragem de colocar em prática aquilo que em muitas das vezes não sai do papel. Como exemplo disso é a falta de democratização que infelizmente ainda vemos nos dias atuais, o que no meu ponto de vista é um grande absurdo. Não concorda?
ResponderExcluir